quarta-feira, 9 de outubro de 2013

História de Paulo Marcio C. Figueiredo



Nasci no Rio de Janeiro em 1946, filho de pai militar e mãe professora. Tive uma infância bem saudável, morando em frente ao mar na Ilha do Governador, Rio de Janeiro.
Meus pais eram rigorosos com a nossa educação e nos afazeres domésticos, pois não tínhamos empregada. Participávamos desde as compras ao preparo de pequenas refeições. Meu pai era piloto da FAB e tinha missões regulares no Xingu, dando assistência ao índios, e sempre nos trazia objetos indígenas como cocar e arco e flecha.
Mas sempre antes de viajar traçava para nós o “plano de estudo”, pois sabia que se dependesse de nós passaríamos o dia na praia brincando. Logo que chegava vinham as perguntas: "Tudo ok? Tarefas cumpridas? Após o jantar conversaremos!" Essas eram as noites mais longas de nossas vidas, pois ele já sabia que não havíamos completado as lições. Broncas, sono, frustrações etc... tudo acontecia naquela noite!
Meu sonho era ser piloto. Aos 16 anos me preparei fisicamente e intelectualmente, pois o concurso era muito rigoroso e difícil. Consegui meu objetivo, passei na prova escrita, e os exames físicos foram se sucedendo muito bem, porém naquele ano era preciso passar por um exame novo: o eletrocardiograma , e nesse exame fui reprovado, pois tenho uma anomalia no coração. Não poderia mais ser piloto e nem fazer qualquer exercício físico ...isso caiu como uma bomba em minha vida.
Superei e levei uma vida normal dentro das minhas limitações impostas na época.
A vida foi se passando, segui outra carreira, casei e tive a surpresa de ter filhos gêmeos, loiros e de olhos azuis, genética que não existia entre os familiares.
Aos 45 anos tive uma uma outra grande surpresa, ao passar por alguns exames de rotina meu cardiologista sugeriu um cateterismo para me curar daquela anomalia, porém eu lhe disse: 

- Doutor, se até hoje não tive nenhum sintoma, não farei a cirurgia mas se puder me libere para fazer alguns exercícios como a natação, musculação?
- Tudo bem, respondeu ele. Que felicidade a minha ouvir isso!

Quando me aposentei, comecei a frequentar o Sesc, que estava passando por reformas, a jogar vôlei na Unesp, e fiz muitos amigos, especialmente com a Cris.
E o futuro me reservava outra surpresa! Os anos se passaram e a Cris se tornou minha esposa. Hoje fazemos  todos os esportes juntos no Sesc e nos poliesportivos da cidade.
O Sesc proporcionou uma nova etapa em minha vida, ter encontrado essa mulher maravilhosa que me proporciona momentos muito felizes juntos.
Uma história, uma vida....que ainda vai ter muitas surpresas!

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