Nasci no Rio de Janeiro em 1946, filho
de pai militar e mãe professora. Tive uma infância bem saudável, morando em
frente ao mar na Ilha do Governador, Rio de Janeiro.
Meus pais eram rigorosos com a nossa
educação e nos afazeres domésticos, pois não tínhamos empregada. Participávamos
desde as compras ao preparo de pequenas refeições. Meu pai era piloto da FAB e
tinha missões regulares no Xingu, dando assistência ao índios, e sempre nos
trazia objetos indígenas como cocar e arco e flecha.
Mas sempre antes de viajar traçava
para nós o “plano de estudo”, pois sabia que se dependesse de nós passaríamos o
dia na praia brincando. Logo que chegava vinham as perguntas: "Tudo ok? Tarefas
cumpridas? Após o jantar conversaremos!" Essas eram as noites mais longas de
nossas vidas, pois ele já sabia que não havíamos completado as lições.
Broncas, sono, frustrações etc... tudo acontecia naquela noite!
Meu sonho era ser piloto. Aos 16 anos
me preparei fisicamente e intelectualmente, pois o concurso era muito rigoroso
e difícil. Consegui meu objetivo, passei na prova escrita, e os exames físicos
foram se sucedendo muito bem, porém naquele ano era preciso passar por um exame
novo: o eletrocardiograma , e nesse exame fui reprovado, pois tenho uma
anomalia no coração. Não poderia mais ser piloto e nem fazer qualquer exercício
físico ...isso caiu como uma bomba em minha vida.
Superei e levei uma vida normal
dentro das minhas limitações impostas na
época.
A vida foi se passando, segui outra
carreira, casei e tive a surpresa de ter filhos gêmeos, loiros e de olhos
azuis, genética que não existia entre os familiares.
Aos 45 anos tive uma uma outra grande
surpresa, ao passar por alguns exames de rotina meu cardiologista sugeriu um cateterismo para me curar daquela
anomalia, porém eu lhe disse:
- Doutor, se até hoje não tive nenhum sintoma, não
farei a cirurgia mas se puder me libere para fazer alguns exercícios como a
natação, musculação?
- Tudo bem, respondeu ele. Que felicidade a minha ouvir isso!
Quando me aposentei, comecei a frequentar o Sesc, que estava passando por reformas, a jogar vôlei na Unesp,
e fiz muitos amigos, especialmente com a Cris.
E o futuro me reservava outra
surpresa! Os anos se passaram e a Cris se tornou minha esposa. Hoje fazemos todos os esportes juntos no Sesc e nos
poliesportivos da cidade.
O Sesc proporcionou uma nova etapa em minha vida, ter
encontrado essa mulher maravilhosa que me proporciona momentos muito felizes
juntos.
Uma história, uma vida....que ainda vai ter muitas surpresas!
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