quarta-feira, 9 de outubro de 2013

História de Modesto Junqueira Pereira



Nasci em São Paulo, mas minha família já residia em São José dos Campos desde 1949. Meus pais vieram para cá, tentar morar em sitio ao lado da fabrica GM, da Dutra. Moramos lá até o ano de 1957, para facilitar a escola dos filhos, e naquela altura meu pai começou a trabalhar na cidade como Gerente de Banco. 

Minha ligação com a zona rural sempre foi muito forte, meu pai já tinha me passado isto. Rios, montanhas, animais, o pessoal, o clima sempre foi muito presente para mim pessoalmente, gostava de caçar, pescar etc. Tive uma passagem breve por colégio interno, São Joaquim de Lorena. E depois na volta a São José fui nadador, medalhista da Associação Esportiva São José. Saí da piscina e entrei na Escola de Belas Artes , onde passei tres anos desenhando e pintando, até a mesma ser demolida por um prefeito interventor. Tive uma militância política e estudei Direito até o ultimo ano, aí entrou a Redentora - a Ditadura Militar - que atrapalhou a minha conclusão no curso. Daqui fui para São Paulo, casei, tive filhos na maior cidade. Lá conheci o Sesc, o da Doutor Vila Nova, os cinemas , o de Interlagos, Pompéia. Lá levei meus filhos e frequentava, como leitor, e publico de teatro, cinema e outros espetáculos.

Até que descobri que São Paulo - anos 80 - não dava para criar filhos, estava com três na época. Voltei para São José em 1983, e aqui estou. Ensinei meus filhos a nadar nas piscinas do Sesc, apresentei a eles as opções de Lazer, arte, e esporte. Uma filha minha, Melina, começou a treinar Vôlei aqui, fez carreira esportiva na cidade, no estado, foi jogar nos EUA, na Espanha. Hoje sou frequentador, do Sesc, diariamente. Não sei que seria de meu tempo, sem o Sesc. Além de ser um oásis, na cidade o Sesc para mim é uma referência de civilidade e cultura. Minha única frustração , que já trabalhei na Fundação Cassiano Ricardo, é que não haja outros Sesc em São José, como temos a Casa do Idoso, que não tem a amplitude do Sesc. Aqui temos o Primeiro Mundo diariamente. E gratuitamente, em quase tudo. O Ministério da Cultura (?) deveria passar por aqui e não passa. Não sei por que.

Obrigado por tudo, a todo os funcionários do Sesc.

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