sexta-feira, 11 de outubro de 2013

História de Denise Forster

Meu nome é Denise Forster, sou de São Paulo, capital. Moro em SJC desde 1978. Tenho 55 anos. Tenho 2 filhos, que foram para SP para fazer faculdade e lá trabalham.

Desde jovem apreciava arte, principalmente artes plásticas, fotografia e cinema. No entanto, sempre fui uma observadora. Tinha vontade de fazer alguma daquelas “coisas” lindas, mas nunca aventurei-me, não tive contato com este meio, não fiz cursos, não encontrei o caminho... Que frustração! Frequentemente pensava: quem faz essas artes? como fazem? como vivem? Em 2005 tomei coragem e realizei profundas mudanças em minha vida pessoal e profissional. Reduzi minha carga horária de trabalho e comecei a pintar telas.

Em 2008 conheci José RAMIS, grande artista! Está sempre no SESC comigo. Quem não o conhece por nome deve lembrar-se de sua aparência: "velhinho", sempre sorridente, muito comunicativo, usa sempre boné e bengala. Ramis é atualmente meu professor de pintura e desenho e meu grande, grande amigo. A partir de 2009 começamos a frequentar o SESC. O SESC foi o melhor local que encontramos para as atividades de nossos interesses. Iniciamos com o cinema e aberturas de exposições de artes plásticas, e aos poucos fomos ampliando nossas atividades: teatro, música, palestras, cursos, e até nos aventuramos em grandes eventos: “Cacilda – Gloria no TBC", com duração de 4h! Tem fotos nossas no link: http://www.flickr.com/photos/oficinauzynauzona/sets/72157634822894059/.

O SESC é um exemplo de organização, pontualidade, limpeza, facilidades de acesso à pessoas com deficiência, preços acessíveis, etc. Tudo isso nos agrada muito. No SESC encontramos e fazemos novos amigos. Os funcionários são extremamente atenciosos, comunicativos, alegres, tornam-se nossos amigos.

Como é prazeroso ir lá, mesmo que seja para comprar um ingresso e saborear uma de suas deliciosas iguarias.

No SESC encontramos um “break” para nossas atividades de pintura. Lá encontramos uma programação diversa, interessante e de excelente qualidade, e uma ajuda na busca de inspiração de novas ideias para nossos novos trabalhos de pintura. Essencial, ajuda-nos muito. Atualmente não imagino nossas vidas sem o SESC.

Ao SESC São José dos Campos e aos amigos funcionários meus sinceros agradecimentos. Ramis diz: “SIM”.

História de Maria Célia Rosas Sarmento



“Eu gosto do impossível porque lá a concorrência é menor”. 

Com essa divertida frase de Walt Disney começo também meu texto, ou minha dedicatória, como queiram, pra falar de um sentimento que move minhas braçadas, nas piscinas turvas da vida, depois de sofrer um AVC há exatamente um ano.
Assim como Walt, acredito sim em milagres, o que me faz levantar todo dia aquecida, seja por um élan diferente, ou por uma luz que acende meus novos anseios, minha nova vida. Nada disso, no entanto, seria possível se não houvesse uma atmosfera ideal para expressar essa minha arte (precária que seja) do “impossível”. 

Com uma estrutura acessível a tudo e a todos, levando esporte, arte e lazer para o quintal dos brasileiros de todas as origens, posso dizer que o Sesc abriu-me portas acolhedoras, enchendo-me de otimismo. Quando pensei que minha vida estava pendurada por uma corda, lá estava ele, oferecendo-me suas raias para que eu pudesse dar um grande salto e mergulhar em águas esperançosas. Ou mesmo nas horas de reflexão, oferecendo-me o silêncio, em seu espaço para leituras na biblioteca. Até mesmo nas horas de alegria e tristeza, no cinema e no teatro, na tragédia e na comédia de todos os dias.
 
Renasci, em parte, dentro de uma instituição, lugar de piscinas, palcos, leituras, café com amigas, de onde posso ver meu contentamento, meu destino e minha ousadia: reconquistar meu corpo, meus movimentos, minha relação social com a cidade, onde convivo com amigos e parceiros de novas caminhadas.

É aqui, no Sesc São José dos Campos, que também conquisto, memória após memória, histórias que percorrem meus personagens diários. Personagens que, depois de muito resistir, já me permitem respirar mais leve, dormir mais tranquila, acordar mais desperta e sonhar mais lúcida.

Caminhamos todos os dias. Atravessamos estações desconhecidas. Em minha nova marcha em busca do prazer de viver, marco em meu imaginário as casas e lugares reconquistados e revisitados. Já existem alguns em que passo e reverencio. O Sesc é um deles.

Obrigada!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

História de Modesto Junqueira Pereira



Nasci em São Paulo, mas minha família já residia em São José dos Campos desde 1949. Meus pais vieram para cá, tentar morar em sitio ao lado da fabrica GM, da Dutra. Moramos lá até o ano de 1957, para facilitar a escola dos filhos, e naquela altura meu pai começou a trabalhar na cidade como Gerente de Banco. 

Minha ligação com a zona rural sempre foi muito forte, meu pai já tinha me passado isto. Rios, montanhas, animais, o pessoal, o clima sempre foi muito presente para mim pessoalmente, gostava de caçar, pescar etc. Tive uma passagem breve por colégio interno, São Joaquim de Lorena. E depois na volta a São José fui nadador, medalhista da Associação Esportiva São José. Saí da piscina e entrei na Escola de Belas Artes , onde passei tres anos desenhando e pintando, até a mesma ser demolida por um prefeito interventor. Tive uma militância política e estudei Direito até o ultimo ano, aí entrou a Redentora - a Ditadura Militar - que atrapalhou a minha conclusão no curso. Daqui fui para São Paulo, casei, tive filhos na maior cidade. Lá conheci o Sesc, o da Doutor Vila Nova, os cinemas , o de Interlagos, Pompéia. Lá levei meus filhos e frequentava, como leitor, e publico de teatro, cinema e outros espetáculos.

Até que descobri que São Paulo - anos 80 - não dava para criar filhos, estava com três na época. Voltei para São José em 1983, e aqui estou. Ensinei meus filhos a nadar nas piscinas do Sesc, apresentei a eles as opções de Lazer, arte, e esporte. Uma filha minha, Melina, começou a treinar Vôlei aqui, fez carreira esportiva na cidade, no estado, foi jogar nos EUA, na Espanha. Hoje sou frequentador, do Sesc, diariamente. Não sei que seria de meu tempo, sem o Sesc. Além de ser um oásis, na cidade o Sesc para mim é uma referência de civilidade e cultura. Minha única frustração , que já trabalhei na Fundação Cassiano Ricardo, é que não haja outros Sesc em São José, como temos a Casa do Idoso, que não tem a amplitude do Sesc. Aqui temos o Primeiro Mundo diariamente. E gratuitamente, em quase tudo. O Ministério da Cultura (?) deveria passar por aqui e não passa. Não sei por que.

Obrigado por tudo, a todo os funcionários do Sesc.

História de Assad Izar Netto



Em se tratando do SESC abro exceção e vou narrar a minha vivência, ontem e no dias de hoje. Nasci em Itu e mudei para São Paulo, durante a Segunda Guerra Mundial, aos 4 anos com toda a família, mãe, pai e oito irmãos. Minha idade é de 77 anos e alguns meses.

Passei toda minha infância e adolescência no inesquecível Parque São Jorge. Você pode não acreditar, mas comecei a "nadar" no então vistoso Rio Tiete na década de 50. Os acontecimentos que marcaram foram as viagens proporcionadas pelo Sesc Turismo, todas juntamente com o meu filho, a mais longa foi para o Pantanal.

Frustrações: separação da união, ficando o filho de 4 anos, o qual nunca separei.

Sonhos: Na minha idade não posso ter sonhos mirabolantes, eles ficaram longe, alguns realizados e outros fracassados, mas esse é relevante. Quero mesmo continuar nadando, fazendo as 20 chegadas sem parar nos Sesc, tanto aqui de São Jose e os de S.Paulo que conheço praticamente todos.

Conquistas: quando meu filho Marcel completou 5 anos, passei a levá-lo no então Sesc Vila Nova, hoje Sesc Consolação, onde começou a brincar e aprender a nadar juntamente com meus amigos salva-vidas: Nilo, Odilon, Wilson e Bira, todos aposentados.  Nossa também amiga o chamava de minininho, e todas as vezes que encontrava com ela, dizia "esse é o minininho?, ele já estava crescendo!" e, para minha satisfação, nadando até hoje e praticando mergulho no mar, no próximo mês ele completará 30 anos.

O Sesc passou a fazer parte da minha vida no final da década de 70 com as peças teatrais, principalmente no teatro Anchieta, do teatro para a piscina foi um pulinho. A vontade de nadar era muita e encontrei o salva-vidas Davi, meu amigo e professor de educação física, e desde
então nunca parei, só paro quando completo os 1.000 metros. 

Resido em São José há dois anos, e a primeira coisa que fiz ao chegar aqui foi conhecer o Sesc São José e a Biblioteca Municipal.

História de Cecília Vieira da Costa



Meu nome é Cecilia Vieira da Costa, nasci na cidade de Itajubá – MG, e tenho 74 anos.

Minha infância foi muito boa na fazenda. Minha família é muito grande, meus pais tiveram 10 filhos.
Quando cresci um pouco fui morar na cidade para estudar. Foram tempos inesquecíveis, de brincadeiras de peteca, boas amizades, com liberdade e companheirismo.

Um acontecimento inesquecível foi brincar na cachoeira com meu pai, com meus irmãos, até que um dia ao passar numa ponte sobre um riacho, soltei da mão da minha irmã mais velha e cai no rio. Precisei levar pontos no local e tenho até hoje uma cicatriz!

Casei-me aos 18 anos e ao lado do meu esposo conquistei muitas coisas boas, tenho 02 filhos e 02 netos, formados e bem encaminhados na vida. Isto é causa de alegria e uma feliz recompensa pelo esforço e pela luta diária!

O SESC começou a fazer parte da minha vida quando fiquei viúva e mudei-me para São José dos Campos. Comecei a participar da Dança Flamenca, Coral, muitas viagens e atividades esportivas. Hoje faço alongamento e hidroginástica e gosto muito de frequentar as atividades propostas pelo SESC. Tenho aqui muitos amigos e passo horas muito alegres com eles. Gosto do ambiente, dos funcionário e tenho carinho por todos. O SESC hoje faz parte da minha vida!

História de Pedro Godoy



História de como viemos para o SESC

Esta história começa como muitas e muitas outras começaram.
Depois de passar anos estudando e trabalhando na cidade onde nasci, São Paulo, sempre estava a sonhar em morar em uma cidade do interior. Sim, eu sonhava com isso, pois toda vez que qualquer parente meu comentava algo a seu respeito sempre os relacionava com sua vida anterior, advinda de uma cidade interiorana, pois todos eles haviam nascido e se criado no interior.
Minha mãe , bem como seu irmão, irmã, primos, tios e avós são de Espírito Santo do Pinhal, uma cidade a aproximadamente 200Km de São Paulo. Meu pai é de Jaú, mas foi criado em Itatiba, cidade bem próxima a São Paulo.
Em virtude de toda essa descendência, alimentava o sonho de sair da capital, mas não havia como. Um belo dia me vi sem meu emprego e tudo que havia visto até então era trabalho na área de aeronaves. Pois é, trabalhei por 29 anos na antiga Viação Aérea São Paulo, VASP, portanto uma das alternativas seria sair a procura do Vale e da Embraer, e foi o que fiz. Em 2002 fiz os testes admissionais e em seguida estava trabalhando na empresa. Não era exatamente o que havia tido antes, mas de qualquer maneira era um emprego
Tudo começou deixando pela madrugada a cidade de Osasco, onde morava, pegando o ônibus para S. José e voltando pela noite, chegando por volta das 21h00 em casa. Foi assim por seis longos meses. Eu chegava cansado e não conseguia ver direito meus filhos e minha mulher. Um dia encontrei um ex-colega da VASP, que me convidou a morar com eles numa república em SJC. Foi assim com 53 anos de idade que vim parar em São José. Ficava na cidade até sexta feira à noite, quando então retornava a Osasco. Domingo à noite partia novamente para São José.
Foi então que numa noite, morando próximo ao SESC São José, fui até lá com o propósito de fazer uma atividade física. Fui com um amigo de cerca da mesma idade, e juntos iniciamos as aulas de alongamento. Esse meu amigo é um bom nadador e após a aula ele ia nadar e eu ficava na piscina ensaiando, até que um dia iniciei as aulas de natação.
Por volta de 2004 a república se dissolveu, então aluguei um apartamento bem pequeno e mudei. Continuei com as atividades no SESC, agora também frequentando as atividades sociais de música teatro e cinema, mas o SESC se mudou para a rua Cel. Monteiro enquanto reformava, portanto não havia mais a piscina. Nessa época sofri um grave acidente durante o trabalho, necessitando operar meu ombro. Parei as atividades no SESC durante um ano , pois fazia fisioterapia.
Quando o SESC retomou as atividades no parque Santos Dumont, agora por imposição do acidente, iniciei atividades de hidroginástica e multi-ginástica que pratico até então.
No final de 2005, cansado das viagens de ida e volta para Osasco e com a necessidade de estar próximo da família, viemos todos para São José dos Campos. Hoje moro com minha família aqui, embora meu filho mais velho tenha ido trabalhar no Pará e o mais novo estuda em Itajubá. Minha mulher se adaptou de tal maneira a cidade que não mais voltará para a capital.
Ela participa das voluntárias da igreja Sagrada Família e dá aulas de Patchwork em Santana.
Eu me habituei a frequentar o SESC, gosto muito de conversar com as pessoas, os funcionários são muito solícitos e educados conheço vários, converso com todos eles e meus colegas das atividades.
Continuo trabalhando na Embraer e agora ,após 8 anos, estou pensando em me fixar definitivamente por aqui em São José, visto que estou muito próximo de minha aposentadoria e o SESC está incluído nesse novo projeto de pós-carreira.
Existe muitas ideias para esse projeto, não consigo pensar em parar, sou jovem , gosto de máquinas como aviões, motos, automóveis, gosto muito de ler, de música, de me instruir e utilizar a parceria de meus conhecimentos, portanto não me vejo parado vendo o tempo correr. Vamos à luta. E como havia dito no início: é uma história simples como muitas outras, apenas fazendo parte de uma inclusão social e da vida em uma comunidade fora da capital.

Pedro Godoy