quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

História de Jaine Ferreira



O Sesc é uma empresa que sempre me inspirou confiança, local onde me sinto segura e a vontade, passo várias horas fazendo algumas atividades que são tantas que acabo por não dar conta de tudo, tal a diversidade e todas bem programadas, isso me faz muito bem e creio que a todos que frequentam, não existe discriminação em nenhum sentido. Algo que me chamou atenção é a preocupação em oferecer o melhor a medida do possível para os freqüentadores, sejam eles idosos, jovens, crianças etc. Em matéria de alimentação são oferecidos produtos integrais a preços bem acessíveis, a higiene é ótima em tudo , as atividades esportivas, culturais e programas de turismo são excelentes. O projeto Mesa Brasil me sensibiliza: acho que é algo divino o interesse em levar a mesa dos menos favorecidos alimentos para aqueles que, se não fosse este projeto, passariam fome. Tenho orgulho em frequentar o Sesc por tudo isso e pela atenção e carinho como sou tratada por todos os funcionários, obrigada! “Nunca é tarde para viver um grande amor”.

Sempre fui muito alegre e comunicativa, por isso conquistei muitos amigos e alguns pretendentes, gosto de escrever poesias, e algumas transformei em músicas. Quando escrevo algo é porque presenciei alguns acontecimentos com outras pessoas ou comigo mesma, neste tempo em que vivi.

Vou contar uma parte de minha estória:
Fiquei viúva aos 60 anos, aos 65 anos conheci um senhor um pouco mais idoso que eu, muito charmoso e elegante que me cortejou, ele tinha um sotaque meio brasileiro meio espanhol que me encantou, passeávamos bastante, íamos a bailes e festas, foi bom. Certo dia ele me pediu em casamento e ficamos noivos, então me convidou para conhecer uma parte de sua família: irmãs, cunhados e sobrinhos que moravam na Argentina. Fomos, encontrei uma família maravilhosa que me recebeu de braços abertos, todos muito educados e abastados, possuíam fazendas de plantações de erva mate para exportação, ficamos um mês passeando, exatamente em abril, no começo do frio. Voltamos porque ele morava aqui no Brasil em São José dos Campos, fora casado, tinha filhos, mas havia se separado. Na época que estávamos na fazenda de sua irmã, saí para o quintal repleto de plantas, mas o que mais me chamou a atenção foi uma que subia em um caramanchão e tinha umas flores lindas e até pareciam artificiais em formato de cálice, diferentes, pedi uma muda a ela e eram tubérculos, plantei em uma lata e trouxe. Logo que cheguei plantei em meu pequeno jardim perto do muro, depois até me esqueci. O tempo foi passando e por algum motivo nos separamos. Passou-se um ano quando vi uma planta nascendo exatamente em abril porque estes tubérculos florescem uma vez por ano, logo foi aparecendo aquelas mesmas lindas flores que haviam me chamado a atenção. Resolvi escrever sobre o que aconteceu que me fazia recordar momentos maravilhosos de minha vida, e dai escrevi uma poesia que virou música: "que pena amor (marcha)"

QUE PENA AMOR (MARCHA)

QUE PENA AMOR
VOCÊ NÃO VIU
AQUELA LINDA FLÔR
QUE NO JARDIM SE ABRIU
QUE PENA AMOR
VOCÊ TAMBÉM NÃO SENTIU
BEM PERTINHO DE MIM
O COMEÇO DO FRIO

VOCÊ NÃO VIU A GAROA CAINDO
E DOS MEUS OLHOS MOLHADOS
UMA LÁGRIMA SAINDO

VOCÊ PARTIU, MEU GRANDE AMOR
E ME DEIXOU TÃO SÓ
E AQUELA LINDA FLÔR
NO MEU JARDIM
TAMBÉM MURCHOU

QUE PENA! AMOR!

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